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Centro Rosacruz Max Heindel
Luz Mística
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Cartas aos Estudantes por Augusta Foss Heindel :
Maio 1938
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Queridos Amigos:

     Quando olhamos em redor e vemos as belezas da natureza e desfrutamos do Sol e das flores, e em seguida lemos nos jornais sobre as guerras horríveis, e a raiva dos homens uns com os outros; sobre as inundações, terramotos, furacões, epidemias, e as secas que roubam ao homem o seu sustento, só podemos perguntar se há um Deus justo que criou filhos à sua imagem e que então, deliberadamente, os destruiu. O homem treme e teme pelo futuro, considerando que ele próprio poderá sofrer tais calamidades, e pergunta: Porquê, toda esta miséria? Job disse-nos no capítulo 12, versículo 8:” Oh, fala com a terra, e ela te ensinará.” O espírito do homem existia antes de haver uma terra física e antes de existir um corpo físico. A fim de chegarmos a ser verdadeiros filhos de um sábio e divino Pai, temos que aprender a criar as coisas transitórias e por meio destas coisas externas e que se desvanecem, necessitamos de chegar ao conhecimento da nossa divindade. Pela destruição e perda de coisas externas, que causam sofrimento a estes filhos de Deus, eles podem aprender e tornar-se sábios. A terra foi feita para ser o campo de batalha do homem; ele destrói e edifica. A destruição precede sempre a construção.

     A destruição é frequentemente dolorosa, pois só quando o homem se lastima, começa a pensar verdadeiramente; dor e morte são necessárias para a edificação da alma. Só quando a criança sofre, aprende a ser cuidadosa; só quando o homem sofre é que pensa em Deus. Pela dor e pelo sofrimento tem que conhecer o facto de que todas as coisas materiais são transitórias, que só o espírito é verdadeiro; que o corpo físico necessita morrer para que prove as bênçãos da vida do espírito. O mundo interior do homem é construído das experiências que ele retira do mundo exterior e material. Está ligado à Terra por cadeias que ele mesmo forjou. Sofre por causa dos erros que cometeu, por causa de instintos egoístas expressados em vidas passadas; e só pode libertar-se destes vínculos pela observação das coisas do espírito e por uma vida de acordo com a sua natureza superior. Esta casa física que o próprio homem edificou, será como? Construiu-a sabiamente e bem, ou usou “feno e lama”? Estão fechadas as janelas da alma e a alma manchada pela gratificação da natureza inferior? Ou o homem construiu o corpo-alma por um viver recto, e alimentou o Eu superior de modo a que o Deus interior brilhe e ilumine o caminho de outros? O homem espiritual não teme os elementos quando toma consciência que a morte não o pode aniquilar, e que a dissolução da sua casa física é apenas a mudança para uma que é mais duradoura; que a sua casa terrena se destrói, e que tem “uma casa que não é feita com as mãos, eterna nos céus”.

     “Deus não escolhe as pessoas”. Ele vê apenas o espírito que se desenvolve e que habita num corpo que se destrói e um novo corpo é edificado conforme o espírito aprende as suas lições. O que durante séculos a Igreja atribuiu a Deus, fazendo dele um Deus cruel e vingativo, os Ensinamentos Rosacruzes atribuem ao próprio homem. É ele quem produz o mal. Pelos seus próprios actos egoístas, ele traz para si próprio estes terrores da natureza; é a “desumanidade do homem para com o homem” que traz as guerras e as epidemias. Estes Ensinamentos restauram um DEUS DE AMOR ao homem, um Deus que cuida sempre dos seus filhos para que sejam elevados e colocados no seu devido lugar como Seus justos herdeiros.
No “Canto Celestial” de Sir Edwin Arnold diz-se:

“O espírito nunca nasceu
Nem nunca deixará de ser;
Em tempo nenhum deixou de ser.
Princípio e fim não são mais que sonhos;
O espírito permaneceu sempre
Livre de todo o nascimento ou morte;
Esta em nada o afecta.”


 Seus, em serviço da humanidade,
 
The Rosicrucian Fellowship, Maio de 1938
 Mrs. Max Heindel
(cartas aos estudantes)
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Junho 1942
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