A Evolução do Homem no Globo D
António Monteiro
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Membro da Rosicrucian Fellowship desde 1984
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     Por volta do ano 7.000 a.C. iniciou a povoação de áreas férteis do actual Sudão, berço da civilização que, mais tarde, floresceu no Egipto e depois se espalhou pelo mundo então conhecido. Durante o quinto milénio,  um povo seu descendente, denominado Ubaidian, instalou-se na região que mais tarde seria a Suméria e iniciou outra das mais antigas civilizações, de que a invenção da roda,  por volta de 3.500 a.C., ou 3.000 a.C.,  terá sido o produto mais brilhante.

    Foi por essa altura, ou um pouco mais tarde, que na longínqua China a lenda diz que os heróis deram origem à primeira dinastia, a Xia.Entretanto, em Creta, graças, ou não, aos feitos heróicos de Teseu,  nasceu a cultura Minóica, génese da maior civilização da Antiguidade, a Grega, e que dois mil anos depois entrou em declínio com a destruição da vizinha ilha de Thera, identificada, por alguns, como a desaparecida Atlântida.Finalmente, em 2.800 a.C., na Índia, a velha civilização Dravidiana cedeu lugar a um povo invasor vindo da Ásia Central,  os Arianos.    

 

          PARTE   II  O  GLOBO   D 

 

     Segundo Max Heindel, o Sistema Solar foi-se formando ao longo dos tempos. "Úrano foi o primeiro planeta arrojado da nebulosa, quando esta começou a diferenciar-se no Caos (…)Saturno diferenciou-se a seguir (…)  Pouco depois diferenciou-se Júpiter, quando a nebulosa entrou em ignição (…)  Marte é um mistério (…) A Terra, incluindo a Lua, foi depois arrojada do Sol e, mais tarde, aconteceu o mesmo a Vénus e a Mercúrio" [x][10].

     Esta descrição difere da anterior apenas quanto à formação dos planetas; enquanto a maioria dos cientistas admite que se foram formando a partir da concentração dos átomos, os Ensinamentos Rosacrucianos dizem que os planetas fizeram parte do Sol e foram sendo sucessivamente expulsos. Há, porém, que ter em conta, por um lado, o carácter ainda conjectural da versão científica, e, por outro, o facto de esta apenas se poder referir à fase material, densa, da formação do Universo e do Sistema Solar.

    Assim, pode-se concluir que a descrição geológica não é frontalmente contrária àqueles ensinamentos, os quais abrangem um processo muito mais amplo, cujo início se situa na formação do Globo D da actual  revolução, portanto muito antes da Ciência ter possibilidades de se debruçar sobre a formação material da nebulosa e dos sucessivos corpos celestes.  

A ÉPOCA POLAR

     " Enquanto fazia parte do Sol, a matéria que agora forma a Terra, estava, evidentemente, no estado ígneo; porém, como o fogo não consome o espírito, a nossa evolução humana começou logo nessa altura, mas confinada, especialmente, à Região Polar do Sol " [xi][11].Uma vez que esta época se desenrolou, não num corpo celeste autónomo, mas sim no próprio Sol, a Ciência não pode fornecer dados alguns que lhe digam respeito. É, pois, uma fase evolutiva sem possibilidades de comparação com a História Geológica e, por isso, de duração impossível de calcular.  

A ÉPOCA HIPERBÓREA

      Há que dividir esta época em duas fases: a que se desenrolou, ainda, no Sol e a que teve lugar na Terra depois da sua expulsão.A primeira, pelos mesmos motivos, continua a escapar à Ciência, muito embora alguns conhecimentos geológicos se possam reportar já ao seu período final, quando uma das crostas, ou ilhas, que se formaram no Sol, tinha aumentado o suficiente para adquirir características físicas que possivelmente manteve após a sua expulsão; daí, talvez, os numerosos vestígios de impactes de meteoritos que os cientistas têm detectado.

     A segunda fase teve lugar já no corpo celeste independente que a Ciência denomina Terra, e corresponde, segundo Max Heindel, ao término da Época Hiperbórea.Assim, e porque a Terra se formou há 4.500 milhões de anos, sou levado a concluir que a Época Hiperbórea terminou algum tempo depois do início do Eon Arcaico.  

A ÉPOCA LEMÚRICA

     Nesta ordem de ideias, a Época Lemúrica começou, digamos, há  uns 4.000 milhões de anos, quando a Terra era um corpo pesado com uma grande actividade vulcânica.Aqui, quer sob o ponto de vista científico, quer rosacruciano, já há vida a animar, primeiro, organismos unicelulares, depois, espécies rudimentares vegetais e, mais tarde, animais.

     Entretanto, o Homem Lemuriano recapitulava a sua passada condição animal, utilizando veículos físicos plásticos que, naturalmente, não podiam deixar vestígios detectáveis pela Ciência.Se o leitor reler a descrição que Max Heindel faz desta época [xii][12], verá, de imediato, a sua semelhança com as eras Paleozóica e Mesozóica: a mesma actividade vulcânica, as mesmas tempestades, as mesmas florestas luxuriantes ou bosques gigantescos [xiii][13] ; até o  "mar de água em ebulição" e os "fogos ardentes" [xiv][14] lembram os 100 graus de temperatura das águas do mar e o aspecto de globo ardente que a Terra apresentava." Pouco tempo depois  [da Terra ter sido arrojada no Espaço]  foram expulsos [primeiro]Vénus [depois] Mercúrio" [xv][15].

     É evidente que estas expulsões provocaram grandes alterações na Terra; porém,  dado o estado embrionário do nosso planeta e as modificações que depois foi sofrendo, é natural que a Ciência não possa registar essas alterações. Acontece, porém, que alguns dos espíritos que evoluíam nestes planetas atrasaram-se e foram forçados a prosseguir a sua evolução em luas que se formaram em torno deste planetas[xvi][16]. Ora a expulsão destas luas terá provocado alterações na Terra já detectáveis pela Ciência por terem ocorrido bastante mais tarde; se assim foi, então é possível que tenha sido este fenómeno que provocou a primeira catástrofe planetária ocorrida no final do Paleozóico, há uns 290 milhões de anos. 

    A Época Lemúrica foi fértil em factos de grande importância para os seres em evolução.Senhores da Mente e Arcanjos, assistidos por Senhores da Forma, vieram ajudar o Homem a construir o corpo de desejos, e os primeiros deram à maioria dos pioneiros o germe da mente, iniciando-se, assim, o processo de completamento da cadeia de veículos necessária a evolução do Ego[xvii][17].

    Max Heindel não dá pista alguma que nos permita situar no tempo este acontecimento.

Considerando, porém,

 ·       que quem recebeu o germe da mente foram, apenas, alguns pioneiros;

 ·        que houve, provavelmente, que esperar pelos outros;

 ·        que houve, também, que esperar que o germe se desenvolvesse o suficiente para a mente poder funcionar;

 ·        que a vinda daquelas Hierarquias foi anterior à vinda dos Senhores de Vénus e de Mercúrio e esta só foi possível depois dos seus planetas terem sido expulsos do Sol e depois de se terem formado luas, onde este seres recuperaram o seu atraso graças, em parte, à sua ajuda à Humanidade;

 ·       e que Max Heindel, a propósito desta dádiva, diz que o nadir da materialidade  foi atingido há poucos milhões de anos [xviii][18], dou largas à imaginação e ouso situar, há 400 milhões de anos,  a dádiva do germe da mente, e  há uns 100 milhões de anos, o fim da Involução e o início da Evolução. Na parte final deste trabalho apresentarei outro factor que me levou a escolher este momento para situar a nossa chegada ao nadir da materialidade...  

     A expulsão da Lua, hipótese não rejeitada pela Ciência, foi outro importante acontecimento desta época, não propriamente no seu início, como diz Max Heindel, mas a meio, segundo as minhas contas. Se se imaginar um  corpo com um volume de 1/50 do da Terra a destacar-se e a ser projectado para o espaço, facilmente se imaginará a catástrofe daí resultante, uma catástrofe como a que há 65 milhões de anos devastou o planeta.

    Pouco depois, já no Cenozóico, mas ainda em plena Época Lemúrica, os sexos começaram a diferenciar-se [xix][19]. Outro facto de grande relevo foi a vinda dos Senhores de Vénus e, depois, dos  Senhores de Mercúrio, e a sua ajuda aos novos homens e mulheres.

     A ajuda destas hierarquias, especialmente a dos Senhores de Mercúrio que proporcionaram a Iniciação aos homens mais avançados[xx][20], traduziu-se, sem dúvida, num aumento significativo das actividades intelectuais e no consequente desenvolvimento do cérebro e das suas funções.

     Referimo-nos, na primeira parte, à presumida influência indirecta destas hierarquias na idade do crescimento cerebral que ocorreu ao longo da Época Miocénica; assim, situo este acontecimento entre 36 e 24 milhões de anos atrás. Outro acontecimento de grande importância desta época foi a queda do homem[xxi][21] .

     É evidente que este facto só pode ter tido lugar depois do cérebro humano se ter desenvolvido o suficiente para ser  útil aos Espíritos Luciferinos.

     Max Heindel situa-o na última parte da Época Lemúrica [xxii][22]; como eu suponho que esta época tenha acabado quando do fim da Era Terciária, calculo que a abertura dos olhos haja ocorrido nos princípios do Pliocénico, ou seja, há 5 milhões de anos. 

     O último facto digno de realce foi o aparecimento dos hominídeos. Porém, o que Max Heindel nos diz sobre o aspecto dos sucessivos corpos densos é insuficiente para identificar as formas, com os achados paleantropológicos.

     De facto,  limita-se a descrever o corpo denso do lemuriano da primeira raça humana como tendo uma forma plástica, com esqueleto e sem olhos, mas com duas manchas sensíveis à luz solar; na sua maioria eram análogos aos animais e as formas que então ocuparam foram-se degenerando para as dos antropóides e selvagens da actualidade. Diz, ainda, que a sua linguagem consistia em sons semelhantes aos da Natureza [xxiii][23].

     Se durante a última parte da Época Lemúrica o ser humano já tinha um esqueleto, então deixou vestígios fossilizados passíveis de serem encontrados pela Paleantropologia.

     Assim sendo, é possível que um dos exemplares do Homo Australopithecus, talvez o anamensis, seja um lemuriano da raça semente dos futuros atlantes.

    O facto do crânio ter aberturas oculares e o lemuriano ser cego não significa a ruína desta hipótese, pois as "duas manchas pequenas sensíveis à luz solar"[xxiv][24] implicavam, necessariamente, a existência dessas aberturas.

     Da mesma forma, o facto de todas as espécies anteriores ao Homo habilis não serem capazes de falar, talvez não signifique que os correspondentes lemurianos não conseguissem fazer-se entender através de sons semelhantes aos da Natureza.

     Por outro lado, diz Max Heindel que quando o sangue vermelho se desenvolveu na última parte da Época Lemúrica, o corpo tornou-se erecto e o Ego pôde, então, começar a habitá-lo e a controlá-lo [xxv][25]; ora o Ardipithecus ramidus e todas as espécies que se seguiram eram bípedes, portanto caminhavam, normalmente, erectos.

     Esta dificuldade de identificação é agravada pelo facto de Max Heindel ser omisso quanto aos atrasados de outras épocas que viveram durante esta última parte da Época Lemúrica, em especial no que se refere à sua constituição física.

     Será, então, que os vestígios encontrados em 2001 pertenceram a um desses atrasados que foi para o Quénia há 6 milhões de anos?   Como se disse na Parte I, há cerca de 1,7 milhões de anos a órbita da Terra tornou-se mais elíptica e o eixo de rotação inclinou-se mais sobre o plano equatorial. A Ciência atribui a causa deste fenómeno à acção dos planetas exteriores; pela minha parte, admito que a causa possa ter sido outra.

     Durante a Época Hiperbórica e ao longo da Lemúrica, ocorreu a chamada Guerra nos Céus, provocada pela rebelião de Lúcifer e dos anjos que o seguiram; este acontecimento provocou uma mudança do eixo polar de todos os planetas e a alteração do ritmo planetário do Sistema Solar, fenómeno este que desde então Cristo tem vindo a corrigir [xxvi][26] e que, sem dúvida, provocou grandes alterações na superfície da Terra.

    Daí, certamente, o desaparecimento de vastas áreas territoriais entre os actuais continentes europeu e norte americano e a sua posterior substituição por outras de configuração diferente. Nesta conformidade, e embora sem segurança confortável, situo o fim da Época Lemúrica entre 2 milhões e 1 milhão e 700 mil anos atrás 

A ÉPOCA ATLANTE

     Segundo os meus cálculos, foi uma época de duração muitíssimo inferior à precedente, uma vez que terá começado há 1 milhão e 700 mil anos e terminado há 11.570 anos, isto a fazer fé literal em Platão.[xxvii][27]  De facto, este grande iniciado grego diz que a Atlântida foi afundada 9.000 anos antes de Sólon, já idoso, ter visitado o Egipto. Tendo este sábio morrido cerca do ano 559 a.C., com 79 anos, talvez não seja disparatado admitir que haja feito tal visita no ano, digamos, 569 a.C. Assim,  se juntarmos estes valores ao do ano em curso, teremos aqueles 11.570 anos, os quais, aliás, coincidem com as datas estimadas para o Dilúvio Universal referido na Bíblia e que terá terminado o longo processo de afundamento da Atlântida, iniciado, talvez, 200 mil anos antes.

     Seja como for, esta época foi palco de notáveis acontecimentos relacionados, essencialmente, com o Homem. 

      

As raças atlantes  

 

     Max Heindel não é tão lacónico na descrição dos atlantes como na dos lemurianos; de facto, diz que o homem atlante tinha "…cabeça, mas quase nada de testa; o cérebro não tinha desenvolvimento frontal. A cabeça era quase abruptamente  inclinada para trás a partir de um ponto acima dos olhos.

      Comparado com a actual humanidade, era um gigante; em relação ao corpo os braços e pernas muito mais compridos do que os nossos membros (…) Tinha uns olhos pequenos e pestanejantes (...)  As orelhas situavam-se mais para trás da cabeça do que as do Ariano" [xxviii][28] .      

     Embora esta descrição não me deixe muito à vontade para estabelecer uma correspondência, penso que a espécie que melhor se ajusta a este retrato seja o peludo e poderoso Homo heindelbergensis, com braços compridos e uma estranha expressão do olhar, surgido há uns 600 mil anos, ou seja no início do último terço da Época Atlante, altura em que o corpo denso seria diferente do dos tempos que precederam imediatamente a actual época.

     E porque Max Heindel nada diz do aspecto exterior de um Semita Original, a quinta raça atlante, sinto-me à vontade para, numa base meramente especulativa, identificar este precursor das raças arianas com o Homo sapiens neandertalensis, que apareceu há uns 200 mil anos, ou seja, pouco antes do princípio do fim da Época Atlante, e cujos vestígios mais recentes datam de há 30.000 anos, ou seja, pouco antes da sua destruição total.Quanto às demais espécies de Australopithecus e Homo, admito a possibilidade de terem sido formas que depois de utilizadas por, digamos, Rmoahals ou Tlavatlis, foram aproveitadas por atrasados de épocas precedentes até se degenerarem e desaparecerem.   

A ÉPOCA ARIANA

         Continuando a seguir Platão, a  Época Ariana começou há 11.570 anos e continua pelos nossos dias; acontece, porém, que os primeiros povos arianos apareceram, ainda, durante a Época Atlante.             

     Como refere Max Heindel, os Semitas Originais foram conduzidos por uma Grande Entidade, através da Atlântida e da Europa, até o Deserto de Gobi onde foram preparados e instruídos para serem a semente das sete raças arianas. É evidente que este êxodo teve lugar antes do início do longo processo de destruição da Atlântida; e quando este chegou ao fim, o Homo sapiens sapiens era já um verdadeiro Ário.       

     Note-se que o facto do DNA do Homo sapiens neandertalensis não corresponder ao do Homo sapiens sapiens não invalida a linha de sucessão que, ao invés da Ciência, julgo poder ser estabelecida entre estas duas espécies, uma vez que genes têm mutações e recombinações que dão origem às variações através das quais se processa a evolução.     

     No Quadro II, veja-se a relação - que reúne o melhor consenso da Ciência -das espécies hominídeas e humanas, os períodos de tempo em que viveram, e os homens a que, no campo rosacruciano, algumas  poderão corresponder. 

     A terminar, talvez seja curioso lembrar que o Deserto de Gobi é uma vasta área com 1.300.000 km2  que ocupa o sul da Mongólia e o norte da China, mas com água, excepto na área sudeste. Os primeiros europeus a atravessá-lo foram Marco Polo, o pai  e o tio que, por volta do ano 1275, utilizaram as rotas das caravanas.

    Os fósseis humanos mais antigos datam do Alto Paleolítico, que terá começado há 1,5 milhões de anos e terminado há uns 15.000 ou 20.000 anos, e podem pertencer a um Homo sapiens sapiens, isto é, a um verdadeiro Ário que não chegou a iniciar a longa viagem  até à  Índia.   

 

           PARTE  III  CONCLUSÕES  

 

     Antes de fazer a súmula das conclusões que foram emergindo ao longo do estudo,  será conveniente lembrar o que a Ciência prevê que seja o futuro da Terra, até porque daqui decorre um factor que utilizei para calcular a data do fim da Involução e do início da Evolução.  

 

 O futuro     

 

     Dentro de 150 milhões de anos, se a actividade tectónica das placas continuar a agir como até hoje, os movimentos dinâmicos da litosfera farão com que o mapa da Terra seja totalmente diferente do actual. O Atlântico Norte começará a fechar-se, a Austrália entrará em colisão com o Extremo Oriente formando um novo continente, o Índico e o Pacífico unir-se-ão num único oceano e o Mediterrâneo irá desaparecendo lentamente.  

     Dentro de 4.000 milhões de anos, o interior do planeta começará a apagar-se, pelo que deixará de haver terramotos, actividade vulcânica e deslocações das placas tectónicas, enquanto no exterior a erosão irá desgastando a actual orografia, fazendo do planeta uma bola  coberta pelo mar..   

     Tomando esta antevisão à letra, conclui-se que a Terra terá uma duração total de 8.500 milhões de anos, dos quais 4.500 milhões já passaram. Assim, o meio aconteceu há 250 milhões de anos, momento em que se poderia ter atingido o nadir da materialidade, quando a Involução terminou e a Evolução começou. Mas na fase evolutiva tudo se acelera; assim sendo, o meio foi atingido há menos tempo. Daí os 100 milhões de anos que atrás propus - intuitivamente, é claro - como a data em que se verificou  tão importante etapa da nossa peregrinação.         

     Enquanto os átomos de hidrogénio continuarem a alimentar as reacções nucleares no interior denso do Sol, este prosseguirá a sua vida. Um dia, porém, o hidrogénio esgotar-se-á e quando isso suceder formar-se-á, na parte interna do nosso astro rei, um núcleo muito mais denso, enquanto na exterior, mais fria, mas com temperaturas da ordem dos milhares de graus, formar-se-á uma camada que se irá expandir pelo Sistema Solar fora, consumindo, ou projectando para o Espaço, tudo quanto encontrar no caminho. Nessa altura, porém, a Terra  será já uma rocha há muito morta.      

 

Em suma … 

    

Poderei, agora, responder a uma das perguntas que surgiram quando li o Conceito Rosacruz do Cosmos, e em boa verdade, a uma só: a Quarta Revolução do Período Terrestre demora 8.500 milhões de anos.É evidente que estamos perante uma resposta inspirada por uma fantasia algo desenfreada; mas o que a permitiu pode   - repito, pode -   fornecer alguns indicadores curiosos.

 

·       A Época Polar ter-se-á iniciado há menos de 5.000 milhões de anos e terminado pouco depois, seguindo-se-lhe a Hiperbórica, que terá findado há 4.500 milhões de anos. Daqui que as duas primeiras época duraram quase 500 milhões de anos.

·       A Época Lemúrica iniciou-se a seguir e terminou há 1 milhão e 700.000 anos; demorou, portanto, quase 10 vezes mais do que as duas épocas precedentes.

·        A Época Atlante, com apenas 1 milhão e 688.000 anos, foi a mais curta, já que terminou  apenas há  cerca de 14.000 anos.

·        Quanto à presente Época Ariana, sabe-se que terá começado após o fim da Atlante, mas não se sabe quando terminará   

 

Por outro lado, perfilam-se algumas efemérides de interesse

 

·        Vénus e Mercúrio foram arrojados do Sol há  3.700 milhões de anos.

·        Os Senhores da Mente deram-nos o germe da mente há 400 milhões de anos.

·        As luas de Vénus e Mercúrio foram expulsas há 290 milhões de anos.

·       O nadir da materialidade e, consequentemente, o fim da Involução e início da Evolução,  foi atingido há 100 milhões  de anos.

·        A expulsão da Lua ocorreu há 65 milhões de anos.

·       Os sexos diferenciaram-se há uns 40 milhões de anos.

·        Os Senhores de Vénus e de Mercúrio vieram ajudar a humanidade há 36 milhões de anos.

·        A abertura dos olhos aconteceu há 5 milhões de anos.

·        O primeiro homem da Raça Lemuriana terá aparecido há 4,2 milhões de anos

·       O Ego começou a habitar e a controlar o corpo denso há  1 milhão e 900.000 anos.

·        AGuerra nos Céus provocou a alteração da órbita da Terra há 1 milhão e 700 mil anos.

·        Os primeiros Atlantes datam de há 600.000 anos.

·        Os primeiros Arianos apareceram há 200.000 anos.   

 

Finalizando  

 

     Ao ocupar-me com o "estudo das fases planetárias da evolução", procurei que a minha imaginação me elevasse à "Região do Pensamento puramente Abstracto, fora da influência do Sentimento, e [dirigisse]  a mente para cima, rumo ao domínios espirituais e à libertação", como diz Max Heindel [xxix][29]. Só receio que o desejo de comprovar os Ensinamentos Rosacrucianos com os da Ciência não me tenha permitido pôr-me suficientemente longe da influência do Sentimento e haja impedido a minha mente de laborar com a clareza que seria de desejar.

     Mas se este receio se confirmar, resta-me a consolação de não estar sozinho nesta busca de datação de acontecimentos desta natureza; já no século XVII, o prelado anglicano James Ussher e outros sábios, calcularam, a partir do exaustivo estudo literal da Bíblia, que a Terra tinha sido criada às 9 horas do dia 26 de Outubro do ano  4.004 a.C., o que talvez seja tão ousado e absurdo como dizer-se quanto tempo demora a presente revolução.                                          

                                                                                  António Monteiro  

                                                                                               Outubro 2001

Notas


[x][10] The Rosicrucian Cosmo-Conception. pp. 258 e 259.

[xi][11] Ibid. p. 261.

[xii][12] The Rosicrucian Cosmo-Conception . pp. 275 e ssg.

[xiii][13] Os animais de enorme tamanho citados por Max Heindel (The Rosicrucian Cosmo-Conception,  p. 275) não são os dinossauros, pois os  corpos plásticos desses animais, tal como os lemurianos, não podiam deixar vestígios fósseis.

[xiv][14] The Rosicrucian Cosmo-Conception  pp. 275 a 277

[xv][15] Ibid. pp. 263 e 272

[xvi][16] Ibid. p. 260

[xvii][17] The Rosicrucian Cosmo-Conception . p. 265

[xviii][18] "few million of years ago", ibid.. p. 199

[xix][19] The Rosicrucian Cosmo-Conception ,. p. 268

[xx][20] Ibid. p. 272

[xxi][21] Ibid. p. 282 e seg.

[xxii][22] Ibid. p. 362

[xxiii][23] Ibid. pp. 276, 277 e 289.

   Será curioso referir que os actuais bosquímanos, do sul de Angola e do Kalahari, sempre que andam a caçar apenas comunicam entre si com sons semelhantes aos da Natureza; falam por estalinhos, dizem os negros Cuanhamas em cujo território vivem. Fora desta actividade, usam uma linguagem normal, embora rudimentar.

[xxiv][24] Ibid. p. 276

[xxv][25] Ibid. p. 269

[xxvi][26] Corinne Heline, The New Age Bible Interpretation, Old Testament, 6th revised printing, Santa Monica, CA, USA, New Age Bible & Philosophy Center, 1990, Vol I, pp. 7 e 8.

[xxvii][27] Cf. Timeu e Crítias. Neste pormenor estou de acordo com H.P.Blavatsky em A Doutrina Secreta; quanto às demais datas relativas à Atlântida os valores constantes dessa obra em não coincidem, na sua maioria, com os meus cálculos.

[xxviii][28] The Rosicrucian Cosmo-Conception, p.292.

[xxix][29] Ibid. p. 202   

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Centro Rosacruz Max Heindel
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