Queridos Amigos:
Há
algum tempo um dos nossos conferencistas ao terminar a conferência encontrou
uma senhora que lhe disse nunca ter ouvido anunciar os Ensinamentos Rosacruzes
com tanto amor e fervor; nunca tinha percebido a beleza destes Ensinamentos até
que ele os tinha explicado na sua conferência. Disse ainda que tinha conhecido
estudantes Rosacruzes cujas vidas a tinham impressionado tão negativamente, que
essa impressão se manteve e fez com que perdesse o interesse.
Gostaríamos
de saber se os nossos estudantes compreendem que quando pregam uma certa
filosofia os seus ouvintes julgarão essa filosofia pelos seus actos e pelas
suas vidas. A Sede Central foi confrontada com isto há muitos anos, no princípio
da obra em Oceanside. Umas quantas pessoas que desejavam ajudar apareceram e
vieram com os seus ideais de serviço; puderam permanecer filosofando a toda a
hora, omitindo quando contavam a Max e Augusta Heindel o que tinham feito e o
que desejavam fazer, que o seu desejo era converter a Sede Central num culto do
amor livre. Quando o Sr. Heindel já não podia ver as coisas tal como estavam e
pediu que se retirassem, estas mal aconselhadas criaturas foram ao povoado que já
tinha mostrado a sua animosidade aos estranhos, especialmente “ocultistas”,
como nos chamavam a nós que éramos recém-chegados. A impressão causada por
estes indivíduos mal dirigidos permanece ainda na memória de uns quantos dos
moradores de Oceanside, que estavam prontos a julgar a nossa obra pelo calibre
destes infiéis representantes. As pessoas deste género estão sempre prontas a
gabar-se, que conheceram Max Heindel, ou que são amigos da Sra. Heindel. Gente
assim, impressionará sempre os que verdadeiramente procuram a verdade e desviá-los-á
destes belos Ensinamentos. Convém-nos viver e trabalhar de tal modo que as
pessoas nos admirem e nos amem pela obra que representamos, porque como diz a Bíblia
“Pelos seus frutos os conhecereis”.
Frequentemente
vêm pessoas contar-nos as profundas desilusões que sofreram quando tendo
entrado em algum dos Centros da Fellowship encontraram alguém que começou a
criticar os outros membros, que eram pedantes e antipáticos. Isto tinha-os
desanimado tanto que nunca mais lá voltaram. Um, ainda se queixou de que o hálito
de um homem que lhe tinha falado cheirava tanto a tabaco que era até ofensivo,
e nunca mais tinha desejado voltar onde as pessoas não praticavam os seus
ensinamentos.
Quantos
seres estão agora a vaguear desconsolados e com a alma faminta! Quantos pobres
homens e mulheres infelizes estão precisamente prontos para aquilo que temos
para lhes oferecer! Tratamo-los como? Começamos logo a falar dos horríveis
acontecimentos que estão a suceder na Europa, ou começamos a falar-lhes das
nossas enfermidades físicas? É muito melhor a impressão que causamos quando
encontramos as pessoas com um sorriso nos lábios e um cordial aperto de mão, e
falamos de algo animador e agradável. Animam-se logo e estão prontos a confiar
em nós e a contar-nos as suas dificuldades. Então temos a nossa oportunidade
de lhes dar uma palavra de ajuda, então podemos ser o Bom Samaritano e dar-lhes
o bálsamo espiritual para as suas almas feridas.
Os
estudantes da The Rosicrucian Fellowship devem levar este pensamento consigo
onde quer que vão, pois eles têm o conhecimento e podem adquirir o poder (se
quiserem) de levar a mensagem divina de Cristo pelos seus pensamentos e actos, e
deste modo tornarem-se salvadores da humanidade, porque só o homem pode ser o
canal pelo qual o amor de Cristo pode ser transmitido.
Seus em serviço de Deus,
The Rosicrucian Fellowship,
Mrs.
Max Heindel
(cartas aos estudantes)