A Importância que tem um Nome

A Importância que tem um Nome

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Dizer a Verdade



Pensei que seria interessante, e talvez esclarecedor, um debate sobre a importância que algumas famílias dão ao nome pois todos nós, ou quase todos, já ouvimos comentários eivados de uma certa vaidade sobre o facto de se ser descendente de antepassados ilustres.

            Ainda hoje há famílias que cultuam a memória desses seres e muitas vezes valem-se deles para exercerem uma certa supremacia sobre os demais mas, não fosse o nome, nada mais teriam.

            Vamos, então, tentar aprofundar um pouco.

            Aqui na terra há diferentes graus de progresso, seja entre povos, nações ou famílias.  Os corpos recebem a categoria do espírito que lhes é afim e procriam segundo as suas características.

            Falando de famílias, os espíritos são atraídos para as que lhes são simpáticas e procuram encarnar-se nelas, agrupando-se pela analogia de origem e gostos, perpetuando o carácter físico e moral.

            Embora os pais não transmitam aos filhos a semelhança moral, isso acontece nas famílias precisamente porque há uma atracção por afinidade, mas também acontece frequentemente um espírito estranho encarnar numa família que não tem nada a ver com ele e vice-versa. Vêm para evoluir ou ajudar a evoluir.

            É importante que o espírito permaneça no mesmo mundo, no mesmo ambiente e na mesma família, porque, se assim não fosse, em cada etapa da sua vida  não teria a possibilidade de reparar os seus erros no mesmo ambiente e na presença daqueles que ofendeu, pois só assim há progresso moral.

            Se os espíritos se dispersassem depois de terem coabitado, tornar-se-iam estranhos entre eles e romper-se-iam os laços de família e amizade, por não terem tido tempo de se consolidar.  O inconveniente seria moral e material, pois as leis orgânicas da existência e dos elementos variam de mundo para mundo.  Só depois de ter adquirido o conhecimento e o grau de perfeição que esse mundo comporte, é que o espírito avança para outro.

            Para os que seguem uma evolução normal aqui na terra, o parentesco remonta a existências anteriores, mas a reencarnação diminui a importância que alguns atribuem à filiação.  O que a maioria honra nos antepassados são os títulos, a classe e a fortuna, mas os nossos antepassados não sentem honra nenhuma em serem cultuados por vaidade.  O mérito deles não recai sobre nós a não ser na medida em que nos esforçarmos por seguir os seus exemplos.  Só assim a nossa lembrança lhes é agradável e útil.

            A auto-confiança é das virtudes mais importantes que devem ser cultivadas na actual fase do nosso desenvolvimento.

            A emancipação atinge-se quando se alcança a Fraternidade Universal, que é a que não se identifica com nenhum país, raça ou família, pois o homem que ama tem ideais mais elevados do que esses.   

Margarida Barral                           

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