Querido
Amigo:
“Oh Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus!...
“Quando
vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste;
Que é o homem mortal para que te
lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?
Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o
coroaste.” (Salmo
8)
Quando
consideramos as várias emoções expressas por David, admiramos a sua grande fé,
a sua adoração, a sua submissão aos poderes de Deus. Notamos também um
conflito na vida do Rei David, que representa a luta contínua que continua a
realizar-se nos corações da humanidade.
A
Terra está cheia de resplendor, beleza, amor, e bondade, mas o homem não pode
estar à espera de desfrutar sempre dos raios de sol. Se a vida fosse sempre
prazenteira sem obstáculos para vencer, cessaria o progresso do homem. É assim
que Deus na sua sabedoria infinita tem que pedir algo dos seus filhos
desobedientes; eles precisam de se lembrar que deixaram de estar em graça. A
natureza em parte é uma expressão da emoção, porque às vezes toda a criação
geme e está em sofrimento, e a invenção do homem é devastada pelas águas e
os terramotos que destroem as obras das suas mãos.
Todas
estas coisas destrutivas visitam a Terra e o homem, não para o
“castigarem”, mas para lhe ensinarem que não se pode desobedecer às leis cósmicas
sem sofrer uma reacção correspondente. Esta voz da criação que geme, está a
chamá-lo para viver a vida de amor, pureza e santidade. Assim a aflição
recorda sempre ao homem que não pode continuar a quebrar as leis de Deus sem se
expor aos resultados do seu egoísmo.
Nesta
triste altura da história do homem, todo o mundo está a gemer de agonia, e a
guerra, aquele terrível chicote, está a invadir cada país. Todos reflectimos
sobre estas coisas e muitos dos pensadores superficiais ainda maldizem Deus
pelos pesares que lhes sobrevieram, e a questão que frequentemente se coloca é
– Porque permite Deus estas coisas? Porque é que, sendo Ele um Deus justo, o
homem tem que sofrer como está sempre a suceder?
A
resposta a todas estas perguntas encontra-se nos Ensinamentos Rosacruzes. O
mundo só necessita de ser despertado para os antigos ensinamentos. Deus criou o
homem com livre arbítrio, um Ego que tem que construir a sua própria salvação,
um ser feito à Sua imagem e semelhança, colocado na Terra para aprender muitas
lições valiosas e ganhar poder divino pelo seu esforço diligente. Mas o Ego
humano, o homem, não tem sido diligente; tornou-se egoísta e em vez de se
tornar mais semelhante a Deus, usou só para si as ondas de vida inferiores,
isto é, os reinos mineral, vegetal e animal, procurando os prazeres egoístas.
Tornou-se da Terra, terreno, em vez de se elevar até chegar a ser do céu,
celestial.
A
ideia do eu e do meu converteu-se no Deus da humanidade e até que o
homem aprenda a lição do recto viver, que é o único proceder próprio da
criatura feita à imagem de Deus, terá que sofrer; claro que não é Deus que
castiga; o homem é castigado pela reacção dos próprios pecados e por
causa deles. Ele é o seu próprio verdugo. é
responsável pelas condições do mundo de hoje, e até que aprenda a viver uma
vida de amor, as suas lições serão aprendidas através do sofrimento, e a
humanidade continuará a gemer sob a quantidade de karma nacional e individual,
as justas dívidas já vencidas.
Que
os Senhores do Destino nos ajudem a aprender e a praticar a Regra de Ouro, a que
Cristo nos deu: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam,
fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.” (Mat. 7:12)
Seus
em serviço da humanidade,
The
Rosicrucian Fellowship,
Mrs.
Max Heindel
(cartas
aos estudantes)